quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Empresário de Estarreja agredido violentamente

Um empresário de Estarreja, gerente de um bar no centro da cidade, foi agredido violentamente por desconhecidos, ontem de madrugada, quando regressava a casa, na praia da Torreira.

Apesar dos presumíveis autores, dois indivíduos segundo contou a própria vítima, terem roubado uma pequena quantia de dinheiro, admite-se que a motivação da abordagem fosse outra. O homem, com 35 anos de idade, foi encontrado por populares com ferimentos causados por cortes.

Chamados ao local, os Bombeiros da Murtosa transportaram-no para o Hospital de Aveiro por volta das 4:00 horas. Mais tarde, seria transferido para os Hospitais da Universidade de Coimbra. A GNR registou a ocorrência como roubo.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

População contesta estudo para o TGV

A Comissão de Moradores de Santiais, Barreiro do Meio e Barreiro de Cima, todas na freguesia de Beduído, Estarreja, vai contestar o estude de impacte ambiental (EIA) referente ao troço Aveiro-Vila Nova de Gaia do TGV encomendado a uma empresa pela Rede Ferroviária de Alta Velocidade (RAVE). "O EIA confirma a afectação da zona atravessada, nomeadamente no que se refere a aspectos ecológicos, de paisagem, ruído e vibrações", refere a comissão, citada pelo Jornal de Notícias.

José Pinho, da Comissão de Moradores, disse ao JN que o estudo do traçado que passa a Nascente da A1 "tem vários pontos controversos e situações estranhas", nomeadamente a omissão da destruição de casas naqueles três lugares, ao contrário do referido no primeiro EIA.

"No primeiro EIA estava previsto a destruição de 11 casas e de uma fábrica de vassouras. Neste último, apenas se mantém o desaparecimento da fábrica, nada dizendo sobre as 11 casas, mas, no entanto, o traçado mantém-se. Pensamos que esta omissão é intencional e visa evitar a contestação dos moradores e das autarquias", afirma José Pinho.

De acordo com aquele jornal, a comissão esteve reunida no passado fim-de-semana e decidiu "esclarecer e apoiar os habitantes de Santiais, Barreiro do Meio e Barreiro de Cima na elaboração das suas contestações, solicitando igualmente à Junta de Beduído e à Câmara de Estarreja que se juntem na acção de defesa do concelho e que contestem igualmente as conclusões do EIA". Os moradores querem igualmente que a RAVE "esclareça de uma forma clara se há ou não casas destruídas devido ao traçado".

O porta-voz da comissão diz que o EIA "confirma todos os pressupostos e receios que estiveram na origem da mobilização dos habitantes de Estarreja que aderiram à assinatura do abaixo-assinado (841 assinaturas) onde se propunha uma alteração ao traçado". A comissão já se convenceu que a RAVE deixou cair a hipótese do traçado a Poente da A1 mas vai lutar para que os efeitos da passagem do TGV nas três localidades, onde moram cerca de 600 pessoas, tenha o menor impacto. E das duas uma. "Ou fazem um túnel para o comboio nesta zona ou então é preferível que a RAVE indemnize os proprietários das casas para que possam construir habitações num outro local. Ficar com o TGV à porta é que não", avisa José Pinho.

Andebol: Avanca em frente na Taça de Portugal

O Avanca bateu o Nelas por 34-11 e qualificou-se para a segunda eliminatória da Taça de Portugal em Andebol. O Arsenal de Canelas e o Estarreja ficaram pelo caminho, depois de terem perdido, em casa, face ao Juventude D. Lis e ao Santana, respectivamente. Os jogos foram disputados no domingo.

Na próxima eliminatória, o Avanca vai visitar o Ílhavo.

Resultados da segunda eliminatória

Zona Norte
Tondela 28 – 30 Afifense
Ílhavo 30 – 27 Feirense
Arsenal Canelas 32 – 34 Juv. Lis
Académico de Viseu 31 – 29 ACD Monte
Infesta 48 – 47 Sir 1.º Maio
A.S.Mamede 41 – 19 FC Gaia
A.A.Coimbra 25 – 28 Gondomar
Maria Balaio 40 –24 AC Lamego
Callidas Club 34 – 36 S.P.Oleiros
Avanca 34 – 11 ABC Nelas
Fermentões 22 – 28 Académico
Estarreja 28 – 32 Santana
Modicus 33 – 15 ADRE Palhaça

Zona Sul

Torrense 25 – 26 Vela de Tavira
AC Sines 22 – 25 GS Loures
G. Sul 36 – 19 Benavente
Paço Arcos 27 – 25 Samora Correia
Zona Azul 29 – 30 Passos Manuel
Évora AC 31 – 27 Oriental
Camões 33 – 35 Vitória FC
Almada 32 – 26 Ass. 20Km Almeirim

Os jogos da segunda eliminatória disputam-se a 1 de Novembro e são os seguintes:

Zona Norte
Académico - Alavarium
Albicastrense – Afifense
S.P.Oleiros – Ismai
Infesta – Lousanenses
GDC Azurara – Santo Tirso
Santana - Maria Balaio
Ílhavo - Avanca
Batalha AC
CA Leça - Académico de Viseu
Gondomar – Sismaria

Isentos : A.S.Mamede, Juv. Lis

Zona Sul
Emp. Comércio - Almada
G. Sul – Marienses
Paço Arcos – Lagoa AC
GA Portalegre – Os Olhanenses
Vela de Tavira – Quinta Nova
Vitória FC - CS Loures
Passos Manuel – Alto Moinho

Isento : Évora AC

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Futebol - CDE cede empate e deixa fugir o líder

O Clube Desportivo de Estarreja não foi além de um empate (2-2) na recepção ao Alba e afastou-se ainda mais do primeiro lugar no campeonato distrital de futebol.

Nesta sexta jornada, o Sp. Bustelo isolou-se no comando da classificação graças a uma goleada imposta ao Sanguedo e ao empate cedido pelo Alba, que foi apanhado no segundo posto pelo Gafanha e pelo Valecambrense, que ganharam fora de casa.

O ARCO e o Cucujães, que voltaram a perder, continuam no último lugar.

Na sétima jornada, a jogar no próximo domingo, o CDE desloca-se ao terreno do Paços Brandão, enquanto o líder visita o Fermentelos.

Resultados da 6ª Jornada:
ARCO, 0 – Gafanha, 2
Cucujães, 0 – Mourisquense, 1
Rec. Águeda, 0 – S. Roque, 0
LAAC, 2 – Paços Brandão, 1
Estarreja, 2 – Alba, 2
Lobão, 2 – Valecambrense, 3
Un. Lamas, 2 – Fermentelos, 1
Bustelo, 4 – Sanguedo, 0
Sp. Paivense, 2 – Pessegueirense, 2

Classificação após a 6ª Jornada
1º Bustelo, 16 pontos
2º Gafanha, Alba e Valencambrense, 14
5º Estarreja, 12
6º Mourisquense, 10
7º São Roque, 8
8º Rec. Águeda, Sanguedo, Un. Lamas, Paços Brandão e Pessegeuirense, 7
13º Sp. Paivense, 6
14º LAAC e Fermentelos, 5
16º Lobão, 3
17ª Cucujães e ARCO, 1

Próxima jornada (25.out.): ARCO – Cucujães; Mourisquense – Águeda; São Roque – LAAC; Paços Brandão – Estarreja; Alba – Lobão; Valecambrense – Un. Lamas; Fermentelos – Bustelo; Sanguedo – Sp. Paivense e Gafanha – Pessegueirense.

domingo, 18 de outubro de 2009

Polícia apreende pirataria no Mercado de Estarreja

O mercado de Estarreja foi alvo, ontem de manhã, de uma operação policial de combate à pirataria audiovisual que levou à apreensão de mais de 5.000 cópias ilegais e a identificação de seis vendedores. Estiveram envolvidos na operação sete inspectores da IGAC com o apoio de 67 efectivos da GNR que mobilizou também o já famoso binómio Ruca, do qual faz parte o único cão em Portugal, um labrador, treinado especialmente para farejar material contrafeito.

As autoridades cercaram a zona da feira por volta das 10.30 horas. O grande aparato policial acabou por dissuadir os vendedores a tentar abandonar o local. A operação durou cerca de duas horas, tendo terminado sem confrontos ou tumultos por volta do meio-dia. A Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC) tentou desta forma colocar um travão à venda de material contrafeito na feira bissemanal do mercado local. Segundo fonte policial, o fenómeno “já estava a atingir dimensões consideráveis, atraindo clientes de toda a região”.

Ao que tudo indica, Estarreja foi palco das recorrentes fiscalizações das autoridades efectuadas a Norte, em Espinho, cidade que habitualmente ocupava o primeiro lugar naquele tipo de comércio ilegal. A operação permitiu identificar seis vendedores de pirataria a quem foram apreendidas um total de 5.303 cópias ilegais, entre filmes em DVD e CDs de música.

Ao preço de venda normalmente praticado, o material audiovisual rondava 26.500 euros. Só numa das bancas havia 3.002 cópias pirata, o que terá sido das maiores apreensões de sempre num só local de venda com que as autoridades se depararam nos últimos tempos.

Os autos de notícia serão comunicados ao Ministério Público da Comarca de Estarreja por presunção de usurpação e/ou aproveitamento de obra usurpada, crime com uma moldura penal que pode dar três anos de prisão.

Músico de Salreu reconhecido no Jazz

Paulo Bandeira é natural de Salreu, Estarreja, onde nasceu em 1967. Aos 16 anos abraça a carreira de músico profissional ingressando na Banda Sinfónica da G.N.R e simultaneamente no Conservatório Nacional onde continuou os seus estudos. Hoje integra o Trio Samadhi, de que também fazem parte o guitarrista Miguel Martins e João Frade, teclista. Paulo Bandeira é o baterista.

O trio corporiza um projecto conhecido como world jazz trio o que define o posicionamento do grupo, feito do encontro de três músicos de inegável importância no contexto da música jazz no nosso país. Miguel Martins lidera o projecto onde pontuam os outros dois instrumentistas reconhecidos. João Frade, que tem agora a oportunidade de evidenciar o seu gosto pela improvisação em contextos jazzísticos, para além dos múltiplos galardões pela sua mestria no acordeão e Paulo Bandeira é considerado um dos mais sólidos nomes da bateria, a nível nacional.

Paulo Bandeira estudou na escola de Jazz do Hot Club de Portugal. Estudou nos E.U.A (New York) na DrummersS Collective, onde teve como professores Brian Kirk, Michael Lauren, Frank Kats e Bobby Sanabria. Tem tocado nas mais variadas formações e acompanhado músicos como Janita Salomé, Ala dos Namorados, e diversas Orquestras Sinfónicas.

Na área do Jazz, já tocou com Laurent Filipe, Nelson Cascais, Carlos Barretto, Patrick Hazell, Jerome Richardson Carlo Morena, Mário Delgado, João Maurílio, Jorge Pardo, Jesus Santandreu, Demian Cabaud, entre muitos outros.

Crianças doentes pedem apoios

João e Alexandra são acompanhados em Coimbra, mas a mãe diz sentir-se abandonada. Crianças têm coordenação motora afectada e comportamento alterado

“Até parece que estamos sozinhos no mundo”. Fátima Matos desespera por encontrar mais soluções para os seus filhos – João, de quatro anos, e Alexandra, de seis, quase sete anos -, que sofrem de uma doença rara, que lhes afecta a coordenação motora e acarreta alterações de comportamento, irritabilidade e agressividade, nomeadamente. E que, diagnosticada cedo na vida dos doentes, como foi o caso, tem um prognóstico de evolução nada favorável.

O menino tem uma mobilidade superior à menina e uma capacidade comunicativa superior – embora a evolução desta doença degenerativa até seja, geralmente, pior no sexo masculino –. Ambos sofrem com as quedas permanentes, que lhes têm provocado lesões pelo corpo.
A vida destas crianças divide-se entre a casa da mãe, em Pardilhó, no concelho de Estarreja, e a casa do pai, Domingos Rebelo, na Torreira, no vizinho concelho da Murtosa.

Como explicou Fátima Matos, é uma questão não só de dividir os encargos, mas principalmente o peso psicológico de uma “luta” diária e a todos os momentos. A mãe das crianças assinalou que, quando estão com o seu ex-companheiro, o João e a Alexandra beneficiam da praia, enquanto ela fica com tempo para tratar de todos os processos burocráticos em que estão inseridos, na busca de um maior apoio.

“Não há cura!”, declarou a mãe ao Jornal de Aveiro, relativamente à doença conhecida mundialmente como Hallervonden Spatz Disease. Acrescentou que apenas é possível minorar-lhe as consequências com terapia da fala, terapia ocupacional, fisioterapia, hidroginástica e natação, entre outras práticas.