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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Condutor absolvido de homicio por negligênica


O tribunal de Estarreja absolveu um condutor que estava acusado de crimes de ofensa à integridade física por negligência e de homicídio por negligência. No entanto, o  coletivo julgou parcialmente procedente os pedidos de indemnização civil aos hospitais da Unidade de Coimbra (2.281 euros) e Infante D. Pedro (247,83 euros), acrescidos de juros, verbas que correspondem a metade dos pedidos.

O condutor, hoje com 37 anos e residente em Avanca, seguia ao volante de um automóvel de marca BMW, na Estrada Nacional 109, sentido Avanca – Estarreja, quando embateu sobre a esquerda da traseira de um Clio com cinco ocupantes que saía de um espaço comercial pela mesma faixa de rodagem.

Do acidente, ocorrido em novembro de 2009, resultaram ferimentos graves numa senhora, que ia sentada no banco de trás do Clio e que acabaria por falecer duas semanas depois.

No julgamento apurou-se que o BMW circulava a velocidade superior a 50 Km/h, que é a velocidade máxima permitida no local, facto que o arguido confessou. Ainda com base nas declarações do arguido, o Tribunal considerou provado que o mesmo ainda guinou para a sua esquerda, "na tentativa de evitar o embate". O facto de o veículo da sinistrada ter sido embatido na parte esquerda traseira "também confirma esse dado, tanto mais que não foram verificados quaisquer rastos de travagem".

O acórdão nota que não foi possível apurar, com os elementos disponíveis, a exacta forma como o acidente ocorreu e absolveu o arguido da acusação de homicídio por negligência.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Jovem acusado de homicídio por negligência

O Tribunal de Estarreja iniciou ontem o julgamento de um condutor, acusado de homicídio por negligência. Na abertura, o arguido, de idade jovem, optou pelo silêncio.

Os factos remontam a novembro de 2009 quando o veículo conduzido pelo jovem, um BMW, embateu sobre a esquerda da traseira de um Clio com cinco ocupantes e que saía de um espaço comercial, na Estrada Nacional 109, junto à Quinta da Indústria, no sentido Avanca - Estarreja. Do choque resultaram ferimentos graves numa senhora, que seguia no banco de trás do Clio e que acabaria por morrer duas semanas depois.

As versões sobre o acidente divergem. Os sinistrados garantem que a viatura onde seguiam já estava em plena via e atribuem o choque a excesso de velocidade do veículo conduzido pelo jovem. A versão é contrariada pelo perito da seguradora do arguido que garante que o BMW seguia a 50 quilómetros e ainda tentou desviar-se do Clio que lhe apareceu pela esquerda.

Ontem de manhã, o advogado nomeado assistente em representação da vítima, Francisco Sousa Luís, pôs em causa o depoimento de uma testemunha abonatória, segunda a qual o arguido era “um condutor exemplar, que gosta bastante de automóveis”. O advogado lembrou que o condutor envolvido no acidente tem dois processos pendentes, um por corridas ilegais e outro por condução perigosa.

O tribunal de Estarreja adiou o início do julgamento do processo das corridas ilegais para Maio. Além do acusado do caso de homicídio por negligência, o processo conta com outros 16 arguidos com idades entre os 24 e os 39 anos.

A “pista” usada era a auto-estrada do Norte, entre os nós de Estarreja e Albergaria-A-Velha, nas madrugadas de segunda-feira. Os carros atingiam velocidades na ordem dos 200 quilómetros e tornou-se difícil a GNR pôr cobro às aventuras que puserem em risco a segurança rodoviária durante vários meses. Em novembro de 2007, foram apreendidos 13 automóveis que estavam transformados para aumentar a potência e a força.

Há registo de pelo menos um acidente, sem consequências graves para os ocupantes da viatura, estranha às corridas.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Despiste de camião cisterna na Nacional 109

Um camião cisterna da empresa CUF de Estarreja despistou-se perto de Leiria tendo derramado parte da carga que transportava: ácido clorídrico, uma solução aquosa, fortemente ácida e extremamente corrosiva, normalmente utilizado como reagente químico.

O despiste aconteceu ontem ao princípio da tarde e provocou feridos ligeiros no condutor do veículo. A Estrada Nacional 109 esteve cortada em ambos os sentidos, assim como acesso de Mote Real á Auto-Estrada A-17.

De acordo com o Comando Distrital de Operações de Socorro de Leiria, o camião cisterna transportava perto de 25 toneladas de ácido clorídrico e com o despiste derramou cerca de 12 mil litros. A mesma fonte adiantou que a perigosidade desta matéria é de 80 numa escala que vai até 100.

Para o local deslocaram-se 55 homens e 20 viaturas de seis entidades, entre as quais o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da Guarda Nacional Republicana (SEPNA) e os bombeiros sapadores de Coimbra e os bombeiros voluntários e sapadores de Leiria.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Infectados com gripe A com transporte de recurso

Duas pessoas que se despistaram na A1, próximo de Estarreja, tiveram de regressar à sua casa de em Gondomar em cima do reboque, dentro do carro. Foi a única forma que encontraram para voltar a casa, depois de verem recusado o transporte de outra forma por terem declarado ter gripe A.

O veículo em que seguiam viagem na A-1, despistou-se perto da área de serviço de Antuã (Estarreja), mas os dois ocupantes saíram ilesos. Foi accionado o seguro, chegou reboque para o veículo acidentado e um táxi para os passageiros - mas o motorista do táxi recusou-se a levá-los, por os sinistrados terem entretanto alertado a GNR para o facto de estarem infectados com gripe A.

Os agentes contactaram os Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha, que os referiram para o número de emergência nacional 112. Perante este imbróglio, os ocupantes do veículo sinistrado tomaram a decisão de seguir no interior do próprio carro, em cima do reboque.

Segundo noticiou o Jornal de Notícias, as duas pessoas fizeram a viagem de Estarreja para Gondomar dentro do seu carro, na caixa do camião reboque, escoltado por um carro patrulha do posto de Trânsito da GNR da Feira. "As pessoas iam seguras ao seu próprio veículo. Mas ali foram tratadas como mercadoria", disse fonte do Comando da GNR citada pelo JN.

A Lei impede o transporte de pessoas nas caixas abertas de camiões, a não ser em situações específicas, como no transporte de alguns trabalhadores agrícolas, para as quais tem que haver seguro.

Ainda segundo o Jornal de Notícias, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP)e a porta-voz do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) concluíram, perante os factos conhecidos, que o protocolo de transporte de doentes com gripe não foi accionado . Se fosse contactada a Linha Saúde 24, entidade a quem compete solicitar viatura médica ao INEM depois de feito um diagnóstico, é provável que o transporte das pessoas tivesse sido feito pelos bombeiros, já que a corporação tem uma ambulância do INEM.

sábado, 21 de novembro de 2009

Quatro feridos em colisão com veículo de transporte de gás

A colisão, na tarde de terça-feira, entre três automóveis ligeiros e um pesado que transportava garrafas de gás provocou quatro feridos. O sinistro ocorreu às 17.15, na variante que liga Estarreja à Murtosa. O condutor do pesado, que foi desencarcerado, sofreu ferimentos graves e outras três pessoas ferimentos ligeiros.

domingo, 25 de outubro de 2009

Armadilha na estrada Estarreja – Oliveira de Azeméis

Excesso de velocidade, piso escorregadio ao longo de 800 metros e lençóis de água que se formam porque os canais de escoamento dos separadores centrais se encontram tapados pelo lixo são as principais razões para os muitos acidentes que se têm verificado numa curva, situada ao quilómetro 65 da Estrada Nacional 224, que liga Estarreja a Oliveira de Azeméis.

Os acidentes sucedem-se em catadupa e em apenas uma semana registaram-se cinco, felizmente sem Em apenas uma semana sem vítimas graves a lamentar. Na berma da estrada ficam os ficam os destroços dos veículos acidentados naquele troço: chapas de matrículas amolgadas, estilhaços de vidros e todo o tipo de plásticos provenientes de automóveis.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Azeméis, Paulo Vitória, afirma que "é um local perigoso e, como se aproxima a época das chuvas, é necessário fazer algo para evitar mais acidentes". Aquele responsável sugere que seja afixada sinalização que alerte para o facto de aquela ser uma zona de acidentes. “Restringir a circulação a uma via ao longo do percurso mais perigoso pode ser uma das alternativas, mas cabe aos entendidos encontrar a melhor opção", acrescenta. O comandante sublinha, ainda, que o piso está "inexplicavelmente muito escorregadio" apesar de ser lavado frequentemente "com produtos próprios".

sábado, 17 de outubro de 2009

Marido ciumento começou a ser julgado

Um homem de 51 anos acusado de homicídio na forma tentada começou ontem a ser julgado no Tribunal de Estarreja. A vítima é a ex-mulher, que o arguido esfaqueou gravemente em plena rua, em Dezembro do ano passado.

E. Piedade, de 48 anos, empregada fabril, conseguiu resistir aos golpes da faca de 17 centímetros de lâmina, mas caiu por terra. Ainda assim, o agressor bateu com a cabeça da ex-mulher várias vezes no passeio. Quando tentava forçar a vítima a entrar no carro, foi impedido por populares que a socorreram das mãos do homem exaltado que aos gritos pedia “deixai-me matá-la”. F. Baptista, montador de isolamentos e actualmente em prisão preventiva, é acusado de maus tratos físicos e psíquicos “de modo persistente e reiterado”, gerando um ambiente familiar de “medo e terror” desde 2002.

Quando a mulher decidiu sair de casa, em 2008, determinada em pedir o divórcio, o arguido não aceitou o fim da relação da qual nasceram cinco filhos e tentou demovê-la por várias vezes, mas sem sucesso. Terão sido os ciúmes que o levaram a tentar tirar a vida a E. Piedade, em Dezembro do ano passado.

Perante o colectivo de juízes, o arguido negou os maus tratos, mesmo depois de confrontado com uma condenação com pena suspensa por violência doméstica em 2008. “É tudo mentira, são fantasias e injúrias”, afirmou o réu, acusando, por sua vez, a ex-mulher de agressões com facas e até ameaças de pistola.

O homem alegou que os “problemas” conjugais começaram quando E. Piedade “decidiu fazer dois abortos” e fez uma operação “sem autorização” para não ter mais filhos. Contou, ainda, episódios que o levaram a suspeitar de estar a ser traído, nomeadamente mensagens de telemóvel e preservativos que encontrou em casa, sendo que “nunca usavam” nas relações.

A presidente do colectivo determinou que o arguido seja submetido a perícia de avaliação de personalidade e perigosidade, bem como a exame que permita averiguar a eventual inimputabilidade.

sábado, 12 de setembro de 2009

Três mortos em acidente na A1

Três ocupantes de um automóvel, da mesma família, morreram na A1, em Santa Maria da Feira, na sequência de um despiste causado, tudo indica, por excesso de velocidade. O acidente ocorreu numa zona em que a via está em obras.

Os bombeiros de Santa Maria da Feira chegaram ao local onde tinham sido enviados para socorrer o que parecia ser, inicialmente, um acidente rodoviário com feridos ligeiros, na Auto-Estrada do Norte (A1), mas rapidamente se aperceberam que o cenário era muito mais grave e uma ambulância não seria suficiente, activando mais duas bem como a viatura de desencarceramento, com mais de uma dezena de efectivos.
O veículo ligeiro de marca Opel Astra despistou-se no sub-lanço Feira - Estarreja, sentido Porto / Lisboa, ao quilómetro 269, atravessou os separadores de alerta em plástico e embateu violentamente contra os separadores em cimento ali colocados provisoriamente, já que se trata de uma zona onde a Brisa está a fazer obras de alargamento.

O desfecho foi trágico para os três ocupantes do carro, todos familiares, residentes em Oeiras. A condutora (Maria da Graça Coelho Cruz, 52 anos) e a mãe (Etelvina Maria Coelho Cruz, 70 anos), que seguia no lugar da frente, morreram no local. Já o pai (Armando Cunha Cruz Coelho 81 anos) ainda foi transportado com vida ao Hospital de S. Sebastião onde acabaria por falecer vítima de multi-traumatismos.
"Foi um embate em seco", contou um dos primeiros bombeiros a chegar ao local. As vítimas levavam cinto de segurança e os air bags abriram mas não foi suficiente. O INEM chegou a mobilizar para o acidente um helicóptero que não chegou a ser utilizado.

A auto-estrada esteve cortada ao trânsito no sentido Porto / Lisboa durante cerca de 15 minutos. Pelas 12.45, a circulação foi restabelecida nas duas faixas de rodagem. Os primeiros indícios recolhidos pelo Núcleo de Investigação Criminal de Trânsito da GNR apontam, como possível causa, excesso de velocidade num local onde o máximo permitido é de 80 quilómetros hora, dado que decorrem obras.

Desde o início da obra, em Maio de 2007, registaram-se 40 acidentes no sub lanço Feira - Estarreja, informou fonte da Brisa. No mesmo troço, entre Maio de 2005 e Julho de 2007, sem obras, o número de acidentes foi de 47. Verificou-se, assim, uma redução de 18% na sinistralidade, adiantou a concessionária. Nas zonas de obra, a Brisa diz que implementou "um conjunto de melhores práticas" para garantir condições de segurança.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Fermelã: Jovem ferido em acidente

Um jovem de Cacia ficou gravemente ferido, ontem à tarde, após a viatura ligeira que conduzia ter embatido num pesado de mercadorias que estava estacionado na berma, na EN109, em Fermelã. A vítima foi assistida no local pelos Bombeiros Voluntários de Estarreja que a transportaram para o hospital de Aveiro.

domingo, 6 de setembro de 2009

Fogo suspeito destrói camiões em Avanca

Três camiões de uma empresa de transportes instalada em Avanca foram completamente destruídos pelas chamas, na madrugada de quinta-feira. A Polícia Judiciária investiga o sucedido.

O incêndio terá deflagrado pelas 3.45 horas, num parque de viaturas situado junto à Estrada Nacional 109. No local estavam estacionadas três viaturas pertencentes à empresa Tex Rent que ali presta serviço há quatro meses.

Os bombeiros foram chamados, mas já nada puderam fazer para salvar as viaturas que ficaram completamente calcinadas pela força das chamas.

Em declarações ao JN, o responsável pela empresa afirmou que foi contactado pelas 5 horas. "Foi nessa altura que me ligaram e fiquei a saber do que tinha acontecido", recorda António Bolhão.

De acordo com o testemunho, as viaturas tinham chegado àquele local durante o dia anterior e deveriam seguir viagem para alguns clientes na manhã seguinte. Não tinham, ainda, qualquer carga no seu interior.

Os prejuízos estão avaliados em cerca de 400 mil euros, não sabendo António Bolhão, aquando do nosso contacto, se os mesmos estavam cobertos pelo seguro. "É uma situação que ainda estou a tentar apurar", disse o responsável, que espera agora não ter de paralisar a actividade.

Afirma, ainda, desconhecer as causas que terão estado na origem das chamas. "Quero acreditar que possa ter sido um curto-circuito" adiantou. Durante o dia de ontem, dois elementos da PJ efectuaram um exame pericial ao local e às viaturas.